A creatinina isolada não reflete corretamente a função renal. Entenda por que a idade e outros fatores precisam ser considerados no cálculo da função dos rins.
A creatinina é um exame amplamente utilizado para avaliar a função dos rins. No entanto, olhar apenas para o número da creatinina pode levar a interpretações equivocadas sobre o real funcionamento renal.
O valor da creatinina precisa ser interpretado dentro de uma fórmula específica, que permite estimar a taxa de filtração glomerular. Avaliar a creatinina de forma isolada não reflete corretamente o quanto o rim está trabalhando.
Quando utilizamos a creatinina corretamente, ela é inserida em uma fórmula que ajusta o resultado de acordo com diferentes variáveis. Esse cálculo permite estimar a taxa de filtração do rim, que é o verdadeiro indicador da função renal.
Uma das variáveis mais importantes que interferem na taxa de filtração renal é a idade. À medida que envelhecemos, a função dos rins naturalmente diminui, mesmo que a creatinina permaneça aparentemente “normal”.
Uma paciente idosa, com 80 anos, que apresenta creatinina de 1,2, ao ser avaliada pela fórmula, pode ter uma taxa de filtração de cerca de 45 ml por minuto. Esse valor já indica doença renal.
O mesmo valor de creatinina, 1,2, em um paciente jovem e forte, ao ser colocado na fórmula, pode resultar em uma taxa de filtração de aproximadamente 90 ml por minuto, indicando função renal normal.
Por isso, não se deve avaliar apenas o número da creatinina. É fundamental aplicar a fórmula adequada e considerar variáveis como idade para uma avaliação correta da função renal.
Não. Ela precisa ser interpretada dentro de uma fórmula específica.
Porque a taxa de filtração do rim diminui naturalmente com o envelhecimento.
Sim. A idade e outras variáveis podem gerar resultados muito distintos.
É uma estimativa do quanto o rim consegue filtrar o sangue por minuto.
Em pacientes idosos, a creatinina pode estar aparentemente normal, mas a função renal já estar reduzida.
