A nefropatia por IgA exige cuidados contínuos para preservar a função renal. Neste conteúdo, a Dra. Sara Mohrbacher apresenta quatro orientações fundamentais que ajudam a retardar a progressão da doença e a reduzir a perda de proteína pelos rins.
Para todos os pacientes com nefropatia por IgA, condição já abordada em outro vídeo, é fundamental manter o controle do estilo de vida.
A orientação inclui a prática regular de atividade física, a redução do consumo de sal, o controle do colesterol e o controle adequado da pressão arterial. Essas medidas são essenciais, pois influenciam diretamente a evolução da doença, ajudando a reduzir e retardar sua progressão.
Em segundo lugar, a médica destaca que, caso não haja contraindicações, é necessário o uso de um inibidor da ECA ou de outra classe de medicação conhecida pela sigla BRA.
Entre os inibidores da ECA mais utilizados estão Enalapril, Lisinopril e Ramipril. Já entre os BRAs, algumas opções são Losartana e Olmesartana.
É fundamental que pacientes com nefropatia por IgA utilizem um desses dois grupos de medicamentos. Essas medicações ajudam a reduzir a pressão arterial nos pacientes hipertensos e, nos casos em que há perda de proteína pela urina, contribuem para a redução desta perda.
Dessa forma, em pacientes com nefropatia por IgA que apresentem hipertensão ou proteinúria acima de determinada quantidade, o uso de uma dessas duas classes de medicamentos é considerado essencial.
Em resumo, a primeira dica é a mudança do estilo de vida, e a segunda é a utilização de uma dessas duas medicações.
A terceira dica envolve o uso dos inibidores de SGLT2, sempre após avaliação médica individualizada para verificar a indicação. Entre esses medicamentos estão a Dapagliflozina e a Empagliflozina, conhecidas comercialmente como Forxiga e Jardiance.
Essas drogas também auxiliam na redução da perda de proteína na nefropatia por IgA, um objetivo muito importante no tratamento da doença. A redução da proteinúria contribui diretamente para a proteção da função renal.
Em quarto lugar, tem os antagonistas do receptor de endotelina, medicações que ainda não estão facilmente disponíveis no Brasil.
Há muitas novidades no tratamento da nefropatia por IgA, mas cada paciente converse com seu nefrologista para avaliar se está recebendo o tratamento adequado com base nessas quatro recomendações.
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É uma doença renal causada pelo acúmulo da imunoglobulina A (IgA) nos glomérulos dos rins, levando à inflamação e possível perda progressiva da função renal.
As causas não são totalmente definidas, mas a doença está associada a alterações do sistema imunológico, predisposição genética e episódios recorrentes de infecções, especialmente das vias respiratórias.
Sim. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa e é detectada apenas por alterações em exames de urina, como presença de proteína ou sangue, ou em exames de sangue.
Sim. O acompanhamento regular com um nefrologista é fundamental para monitorar a evolução da doença e identificar precocemente possíveis alterações na função renal.
Sim. Sem acompanhamento e controle adequado, a inflamação persistente pode levar à perda progressiva da função renal em alguns pacientes.
